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Jornalistas instados a abordar cada vez mais assuntos sobre conservação da biodiversidade

 Anabela Rodrigues falando aos jornalistas

Prevalece fraca cobertura jornalística sobre assuntos relacionados com a conservação da biodiversidade, a constatação é da Directora da WWF-Mozambique, Anabela Rodrigues, que insta os jornalistas para abordar cada vez mais assuntos nesta área com vista a despertar a sociedade no geral sobre a importância de conservar a biodiversidade.

O repto foi lançado do dia 27 de Fevereiro num encontro de confraternização com os jornalistas, num evento organizado pela WWF e parceiros. Segundo Anabela Rodrigues, a comunicação social tem estado a desenvolver profissionalmente o trabalho, no entanto, os jornalistas devem ir para além de relatar factos de tráfico ilegal das espécies protegidas para abordar com profundidade esses assuntos.

Em reação ao desafio, o jornalista e fundador do jornal eletrónico “Carta de Moçambique”, Marcelo Mosse disse existir vontade para cobrir com profundidade temáticas sobre a conservação da biodiversidade, no entanto, lamentou faltar apoios financeiros para conduzir reportagens desse género.

Prontamente a Directora da WWF-Moçambique disse que a instituição que dirige tem disponível linhas de apoio para financiar jornalistas que pretendam desenvolver trabalhos de investigação nessa perspectiva. Na ocasião, Abela Rodrigues instou a classe jornalística a estruturar-se para submeter propostas relacionadas.

 O jornalista e fundador do Mediacoop, Fernando Lima, considerou que questões culturais criam barreiras para reportar casos sobre a fauna, daí que convidou aos organizadores do evento (WWF-Moçambique, USAID-SPEED+ e ANAC) a redobrar esforços para capacitar os jornalistas sobre como reportar casos relacionados com a conservação da biodiversidade.

Denominado Café com Media, o encontro juntou na mesma sala jornalistas de diversos órgãos de comunicação social existentes no país. A actividade enquadra-se nas celebrações na semana da Fauna Bravia, cujo dia celebra-se a 3 de Março sob o lema: Vida Abaixo da Água: para as Pessoas e para o Planeta.

O Dia Mundial da Fauna Bravia foi instituído, em 2013, pela Organização das Nações Unidas no âmbito da implementação da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que foi oficialmente criada em 3 de Março de 1973.

Moçambique, que aderiu à CITES no dia 23 de Junho de 1981 é, actualmente, um dos países mais afectados pela caça furtiva, visando elefantes e rinocerontes, e pelo comércio ilegal dos seus troféus. Esta situação aumenta a vulnerabilidade destas espécies e do seu “habitat” natural.

Em paralelo, a USAID através do projecto SPEED+ organiza palestras de sensibilização nas escolas primárias e secundárias da cidade de Maputo, com vista a despertar nos jovens a consciência de conservar a biodiversidade.