Facilitando o Ambiente de Negócios para o Crescimento Económico
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Notícias

Um Paradigma Económico em Queda Livre: As Barreiras Não Fiscais na Agricultura em Moçambique I

Constitucionalmente ”a agricultura é a base do desenvolvimento” em Moçambique. A este sector têm um peso relativamente significativo na economia nacional visto que 70% da população activa encontra-se neste sector e contribui em 24% do PIB orçado em cerca de $12.79 bilhões (CEPAGRI,2012). No entanto, o peso relativo no PIB de outros sectores da economia tem estado a crescer de forma significativa tal é o caso da indústria (minerais, hidrocarbonetos, transformadora, etc) e serviços que a curto prazo estão projectados a contribuir em mais de 70% do seu peso na riqueza nacional, infelizmente esta tendência não significa que a agricultura esteja a modernizar, em termos reais mais de 70% da população ainda continuara a depender da agricultura como fonte de emprego, renda e alimentação.

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Quando 1 +1= 4! Qual é o “Moto” da Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional?

Afinal o que move a adesão de Moçambique a nova aliança para a segurança alimentar e nutricional [NASAN] lançada pelo G8. Será que insegurança alimentar global e a busca de novos mercados de consumo e matérias-primas para as multinacionais? Estas questões foram surgindo a quando da cerimónia de lançamento desta iniciativa em Maputo. Porque julga-se ser o país atractivo uma vez que, Moçambique para além de estar a registar uma taxa de crescimento económico assinalável e estável de 8% nos últimos 5 anos, também tem um alto potencial para produtividade agrícola e pode se tornar sustentável e fornecedor de matérias-primas a médio e longo prazo e recursos minerais como carvão, gás, petróleo entre outros.

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Perspectivas sobre o ajustamento do salário mínimo em 2015.

Após os resultados de ajustamento do salário mínimo pouco consensuais de 2014, onde apesar do baixo crescimento da agricultura a volta dos 4,9%, houve um incremento de 20% do salário mínimo (SM) para aquele sector, aproxima-se o novo ciclo negocial para o ajustamento do SM. Dadas as indicações preliminares do desempenho económico de 2014, o que pode-se esperar?

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Ainda sobre as tolerâncias de ponto: Será a próxima sexta-feira 02 de Maio mais uma contra-produção?

“Tem-se verificado alguma discussão pública sobre a concessão de tolerâncias de ponto pelo Ministério de Trabalho em Moçambique; Conferindo aos trabalhadores o direito de suspender a prestação da actividade laboral sem perda de remuneração. A concessão de tolerância de ponto sem a necessária antecedência, calendarização e informação da data para efeito, sem que haja uma adequada consulta previa as empresas do sector privado, produz impactos negativos a nível económico, financeiro e de organização produtiva, afectando de certa maneira a competitividade das empresas nacionais e a cultura de trabalho.”

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O Elefante Branco? Pagamento de Impostos em Moçambique I

Sem margens para dúvidas que esta é uma matéria sensível e acima de tudo complexa. Sendo por esse motivo que as áreas cinzentas da ficção e da realidade tornam-se para Moçambique duas faces da mesma moeda que nos remete a falácia do elefante branco. Por um lado porque o sistema de colecta de impostos consegue encaixar para os cofres do Estado quantias significantes dos contribuintes e por outro a informalidade continua a crescer (+-80%)[1] e também número de impostos (42) a que os agentes económicos que operam em Moçambique estão sujeitos. Tendo em conta que o país possui 10 milhões de população economicamente activa e apenas estão registados pouco mais de 2 milhões de contribuintes, isto é portadores do Número Único de Identificação Tributária (NUIT), muito ainda fica por colectar!

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Iniciando um negócio – introdução dum Formulário Único a acelerar e facilitar registo e licenciamento

Verificando-se que Moçambique tem estado a regredir em alguns indicadores na classificação do Doing Business do Banco Mundial como resultado da não realização de reformas com impacto significativo na referida classificação e das reformas que os diferentes países têm estado a fazer no sentido de melhorar o seu ambiente de negócios, mostra-se necessária a concepção e implementação de mecanismos eficientes com vista a reverter o cenário actual.

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Será que a Lei da Insolvência vai Acelerar o Desenvolvimento Empresarial?

Depois de criado o projecto lei em 2009, o Presidente da República de Moçambique, finalmente promulgou a Lei de Insolvência e autorizou o Governo a estabelecer o Regime Jurídico de Insolvência e Recuperação de Empresários Comerciais. Cabe agora ao Conselho de Ministros nos próximos 180 dias, preparar o regulamento desta lei. Esta lei é de importância primordial para o desenvolvimento do sector privado. Ela estabelece as regras pelas quais se pode declarar a insolvência e propor um plano de recuperação em acordo comum de accionistas e credores, mas por outro lado protege os credores de empresas que tenham que declarar a insolvência. A aprovação desta lei teria influência sobre a avaliação de riscos e sobre o conjunto das transações que regem o processo de gestão. Com esta lei pretende-se que ao invés de se precipitar para a venda do património ou para a declaração de falência, também se resgate o empresário para que volte a exercer a actividade económica e, desta forma, mantenha o pleno emprego e garanta a renda da força de trabalho activa.

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1O factos sobre o Acesso ao Financiamento pelas Mulheres

Neste blogue, o Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç), faz uma análise do nível de acesso ao financiamento pelas mulheres a luz dos Inquéritos Financeiro Finscope 2009 e 2014, e, das Micro Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) 2012, no âmbito do Dia Internacional da Mulher de 2016 e apresenta 10 factores-chave para conhecimento de todos.

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Qual é o papel do Estado na Agricultura?

Podem até se procurarem subterfurgios mas é, facto mais cristalino que águas de quaisquer fontes, que a agricultura é (ou deveria ser) a base principal para o crescimento da economia. Cerca de 45 % do território moçambicano tem potencial para agricultura, porém 80% dela é de subsistência. Apesar desse vasto leque de terras, grande parte dos moçambicanos que usam a terra, ainda não gozam de segurança alimentar  Para um quantitativo salto a este problema o Governo terá que encontrar uma formula que optimize a relação entre o papel do Estado e o papel do sector privado. No entanto, esta não é uma tarefa difi­cil e uma busca que muitos governos do mundo têm realizado e poucos tem encontrado. Mais de 70% da população vive no meio rural e a produção agrária é a base económica dessas famílias.

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